Renda Extra, 6 Formas de se obter. O que não te contaram…

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No mundo conectado em que vivemos, é necessário adotar uma postura crítica a respeito do mercado de oportunidades, que se formou sob a égide do empreendedorismo. Como exemplo disso, vejam o que ocorre com a cotação das palavras chaves no leilão de posicionamento de anúncios no Google, referência Brasil.

Termo                                                Quantidade/Mês                  Preço R$

Renda Extra                                       10.000 a 100.000                   R$1,25

Ganhar dinheiro na internet          10.000 a 100.000                   R$1,87

Marketing de Afiliados                      1.000 a 10.000                      R$6,36

Micro Franquias                                 1.000 a 10.000                      R$2,51

Produtos Importados                         100 a 1.000                          R$2,27

Marketing Multi Nível                    10.000 a 100.000                   R$2,26

Tal cenário evidencia a alta competição dos players que ocorre no leilão de palavras chaves para o posicionamento dos anúncios, o que demonstra o quanto este mercado está aquecido. É daí que vem o ponto mais inquietante desta análise: o mercado está ensinando/formando o consumidor, ou o está induzindo a um comportamento de manada?

Nada contra a formação de novos consumidores. Pelo contrário, essa prática é salutar e as empresas devem mesmo investir nesse tipo de conteúdo. Porém, em se tratando de empreendedorismo, receio que parte significativa dessas pessoas estejam sendo incentivadas a empreender pelos motivos errados e sem estarem devidamente preparadas para lidar com os desafios de montar um projeto e de gerir um negócio.

Tudo é proposto, empacotado e vendido com muita facilidade. No final, o resultado é quase sempre frustação, perda de tempo e recursos financeiros e, talvez, a aniquilação de sonhos. O objetivo deste artigo é lançar luz às dificuldades mais relevantes e que pouco são tratadas, quando o assunto é obtenção de renda extra, em se considerando, os termos mais procurados nas pesquisas do Google.

  1. Negócios Home Based
  2. E-commerce
  3. Marketing de Afiliados
  4. Revenda de Produtos Importados
  5. Micro Franquias
  6. Marketing Multi Nível

1.   Negócios Home Based

A ideia de acordar, tomar um belo café da manhã e depois ir para o escritório sem sofrer com o trânsito ou precisar sair de casa é de fato bastante tentadora. Está quase sempre relacionada à vantagem e comodidade de poder fazer os próprios horários e de se livrar das cobranças do chefe e do convívio com colegas de trabalho entediantes. Essa é uma idealização romântica e que pouco contribui para definirmos o tamanho do desafio que é ter um trabalho ou projeto de renda extra, baseado em home office.

Na verdade, o nível de disciplina que um negócio com essa característica requer é muito maior do que em relação ao exigido em um modelo de negócio tradicional. Isso porque as distrações que você encontrará estando em casa são ainda maiores. Aí fica difícil manter o foco e elevar os níveis de produtividade. Para contornar isso é essencial fazer um planejamento de trabalho consistente, que considere a rotina doméstica, os horários e hábitos das outras pessoas que moram com você. Neste planejamento é importante não negligenciar:

  • Investimento em ergonomia do seu espaço de trabalho;
  • Estabelecer um horário fixo para cada jornada de trabalho;
  • Isolamento e privacidade;
  • Determinar pausas para café e refeições;
  • O impacto das demandas das rotinas domésticas;
  • As distrações com familiares.

Sobre as distrações familiares, uma questão precisa estar bastante clara. Todos precisam estar cientes de que você está trabalhando e por isso não deve ser interrompido. Pode parecer óbvio ou radical, mas nenhuma produtividade resiste a constantes interrupções como… a resistência do chuveiro queimou, acabou o gás, precisa levar alguém em tal lugar, assaltos constantes à geladeira (cuidado com o sobrepeso…!!!) … E por ai vai…!!!

O ideal é estabelecer uma rotina de trabalho e agir como se estivesse em um escritório tradicional. Vista-se adequadamente. É homem? Faça a barba. Mulher? Use maquiagem apropriada. Comporte-se como se comportaria caso sua estação de trabalho ficasse em um prédio comercial. Você não iria para o centro da cidade de pijama… né?

Lembre-se de que você está trabalhando e produzindo. Então condicione sua mente e as pessoas ao seu redor, a pensar desse modo. Se você não for o primeiro a se condicionar, e a dar o exemplo, as pessoas vão continuar a te interromper, e não vão respeitar o seu ambiente e rotina de trabalho.

Outro equívoco comum é acreditar que as atividades podem ser desempenhadas em contra turno, à noite ou em horários não comerciais. Algumas atividades até podem, mas não perca de vista o fato de que os mercados possuem regras. Uma vez inserido em um mercado você terá que se submeter a essas regras. É aí que você percebe que boa parte daquela visão romântica de poder fazer os seus horários virou pó…!!! Então, antes de se revoltar contra o sistema, verifique se o que de fato não está faltando é alinhar o seu mindset com a realidade do que significa trabalhar em home office.

2.   E-commerce

Montar um negócio online, como uma loja virtual parar vender suplementos, cosméticos, cerveja artesanal, moda, bijuterias, artesanato, enfim… o produto que você imaginar… é muito fácil. Com alguns cliques você monta essa estrutura, com custos muito reduzidos, recursos de vitrines virtuais, ferramentas de compartilhamento e divulgação de ofertas e todas as soluções de meios de pagamento… tudo com extrema facilidade. Isso é fato.

O lado difícil principalmente para quem está começando nessa atividade, é o desafio de gerar TRÁFEGO. O que você vai fazer para atrair pessoas para a sua loja? Para responder é necessário estudar e aprender muito sobre SEO e otimização de conteúdo, para gerar tráfego orgânico. Também será preciso estar muito atento em relação às políticas de anúncios do Google e das Redes Sociais.

Simplesmente delegar essas tarefas para uma agência de marketing digital não resolverá seus problemas. Especialistas em marketing digital são muito bem-vindos, mas você, como principal interessado, também precisa conhecer o tema para poder dialogar, em alto nível, com as agências. Lembrem-se de que curtidas e likes não vão pagar as suas contas.

Outra dificuldade que pode inviabilizar negócios diz respeito à Logística. Como será feita a entrega do que você vai vender? Essa aliás é uma questão que põe em cheque qualquer tipo de negócio, independentemente de porte, mas quando o assunto é e-Commerce, fica ainda mais dramático porque o consumidor exige e privilegia fretes e prazos de entrega cada vez mais reduzidos. Tais exigências estão na contramão da realidade que o setor de logística nos impõe. Logística é um gargalo considerável, que asfixia toda a cadeia produtiva do Brasil, e que não pode ser menosprezada em seu projeto.

Muito se fala de posicionar o seu e-commerce dentro de marketplaces. É sem dúvida uma excelente opção, pois eles garantem visibilidade e agregam mais credibilidade ao seu negócio. Todavia, é preciso considerar que nos marketplaces, você será apenas uma pequena parte da engrenagem que ainda vai precisar gerar muito de trafego para conseguir fazer negócios nas plataformas. Você estará lado a lado com inúmeros concorrentes. Alguns deles com estrutura e tempo de negócios maiores do que o seu.

Por fim, o e-Commerce é uma excelente opção, mas exige muita preparação, estudo e aquisição de novos conhecimentos e habilidades. A redução brutal nos custos operacionais não deve ensejar facilidades. Ao contrário, deve favorecer o entendimento de que a alocação do seu investimento deverá migrar para outras áreas, como capacitação, publicidade e criação de conteúdo para melhor engajar o seu público.

3.   Marketing de Afiliados

Penso que não cabe aqui, nesse artigo, uma explicação do que vem a ser o mercado de marketing de afiliados, ou de como ele funciona. Quem quiser saber mais sobre o tema, sugiro uma busca no Hotmart, que é uma plataforma totalmente brasileira, dedicada ao incentivo à criação e distribuição de infoprodutos. Você vai encontrar um guia completo aqui.

Marketing de Afiliados é uma excelente alternativa de renda extra, já que possibilita o início das atividades com praticamente nenhum investimento além de um blog e acesso à internet. Iniciar é simples. Ser bem-sucedido nesse ramo… aí já é outra conversa.

Muita gente, não sem razão, opta por empreender nesse segmento, justamente pelas dificuldades que a gestão da cadeia logística nos impõe. A ideia de comercializar infoprodutos, como e-books, cursos online, softwares, podcasts, e outros que não dependem de entrega física, realmente faz todo sentido.

O problema é que a internet está cada vez mais saturada de anúncios. Convenhamos… ninguém mais tem paciência para eles.  Atenção é o bem maior que uma empresa pode ter em tempos de marketing digital.  A consequência dessa realidade é que montar um projeto de renda extra baseado em marketing de afiliados, sem dispor de uma boa estratégia de marketing de conteúdo, é um prenúncio de maus resultados.

Então, isso significa que antes de montar seu negócio, escolher os produtos para promover e sair compartilhando anúncios, como se não houvesse amanhã, é melhor procurar saber o que é Marketing de Conteúdo ou In Bound Marketing. Numa breve pesquisa no Google você verá que existe muita informação e cursos sobre esse tema, alguns gratuitos (vide Sebrae e/ou Endeavour).

O que quero deixar claro é que obter renda com marketing de afiliados é viável mas dá muito, muito, muito trabalho.  Manter um blog otimizado para os motores de busca do Google, prover esse blog e as redes sociais de conteúdo adequado e relevante para a sua audiência, ser constante nas publicações, manter a audiência engajada, saber a hora certa de fazer ofertas …. Tudo isso requer muito conhecimento e sensibilidade. E definitivamente, não é tão simples quanto costumamos ler por aí.

4.   Revenda de Produtos Importados

Este segmento de mercado foi positivamente impactado pela facilidade, que o mercado nos oferece hoje, para se abrir um e-commerce. Nesse particular, a escolha pela criação de um negócio virtual em detrimento a uma loja física é mais que óbvio.

São incontáveis os cursos que proliferaram, com a pretensão de ensinar às pessoas, fórmulas e mecanismos seguros de se montar um negócio dessa natureza. Mais uma vez, estamos diante de um negócio próspero sendo montado para atender às demandas de quem anseia por uma renda extra. O que me chama atenção é que esse negócio pode vir a ser mais rentável e seguro do que a própria atividade proposta, objeto do curso. Para mim isso soa muito estranho.

Indo além, é preciso analisar as ementas desses cursos e procurar por informações vitais, para que a viabilidade de um negócio que envolva importação, possa ser minimamente calculada. Vou elencar aqui, alguns desses pontos, que julgo essenciais para a consolidação de um modelo de negócio baseado em importação.

  • Formalização do negócio através de Pessoa Jurídica: Se o objetivo é revender produtos importados, você não vai conseguir fazer isso com segurança, sem a constituição de uma empresa, cuja atividade formal e principal seja a importação de produtos industrializados para revenda. Para cada operação de importação, essa empresa terá uma carga tributária que envolve, pelo menos… Imposto de importação (II), Imposto de Produto Industrializado (IPI), Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS), além das contribuições sociais, PIS e COFINS.

Nesse ponto, sempre vai aparecer alguém que vai dizer que existe o importa fácil dos correios…!  Sim. Existe. Mas esse facilitador foi feito para pessoa física e a isenção dos impostos é limitada para compras de até 50 dólares. Acima desse valor, existe uma tributação pesada de 60% só de II, além dos outros impostos, o que torna inviável inúmeros negócios.

Ainda existe o risco alto da Receita Federal entender que sucessivos processos de importação, feitos por uma pessoa física, não serem para consumo pessoal, e sim para revenda…. Quando isso ocorre, o resultado geralmente é a aplicação de multas pesadas, despesas de armazenagem alfandegada, taxas de capatazia, além da cobrança de toda a carga tributária. Via de regra, o importador acaba perdendo sua mercadoria, por abandono ou por perdimento imputado pela Receita Federal.

Todo negócio precisa de segurança jurídica e algum grau de formalização. Importação é uma atividade que exige muita formalidade. É essa formalidade que vai garantir volume e escala. Sem escala, a lucratividade fica muito comprometida.

  • Habilitação Siscomex: Uma vez constituída a empresa. É hora de pensar na obtenção da habilitação Siscomex. Siscomex é o instrumento utilizado pela Receita Federal para registrar, acompanhar e controlar todas as operações de importação e exportação feitas no país.

Esse é o caminho para se fazer operações de importação e exportações de forma legal, com custos tributários reduzidos, e com segurança jurídica. É também um caminho mais complexo, pois envolve uma série de atividades meio, que você terá que delegar. Por exemplo, serão necessárias a contratação de um despachante aduaneiro, espaço em armazém alfandegado. Além disso tudo, uma assessoria jurídica em stand by será bem-vinda e é aconselhado, pois não é raro, a Receita Federal reter suas cargas, com o taxímetro do armazém alfandegado correndo em bandeira 2, por um tempo além do razoável, levando você a ter que utilizar um mandado de segurança.

Enfim, trabalhar formalmente com revenda de produtos importados, definitivamente, não é tão fácil como estão vendendo por aí.

  • Proteção cambial

Qualquer negócio que envolva comércio exterior precisa adotar algum mecanismo de proteção cambial, para evitar que movimentos bruscos de desvalorização do real frente ao dólar, causem problemas no fluxo de caixa da empresa. Algumas oscilações podem até mesmo falir a empresa e inviabilizar negócios.

Os bancos oferecem, sob análise de crédito, uma operação chamada de Hedge, que consiste em comprar a cotação de uma moeda estrangeira para uma data futura. Esta data futura deve ser a mesma data de um contrato de remessa ou recebimento de câmbio, da mesma moeda estrangeira. Desse modo, a cotação da moeda na data futura não fará mais diferença, e a empresa poderá transformar seus compromissos em moeda local, trabalhando assim com mais segurança.

Por exemplo: Imagine uma empresa que precisa fazer um pagamento de US10.000,00 na data 30/03/19. A cotação do dólar hoje é R$3,25. A empresa recorre ao banco e faz um contrato de hedge, com a cotação do dólar, para o dia 30/03/19, estimada em R$3,35. Quando chegar o dia 30/03/19, se a cotação fechar acima do valor estimado, o banco creditará a diferença.

No caso, US$10.000,00 x R$0,10 igual ao crédito de R$1.000,00.

Em um movimento contrário, se a cotação do dia fechar a R$3,15, o banco debitará o valor de R$1.000,00 na conta da empresa. Se a cotação da moeda não se alterar, o contrato de hedge não produzirá valores nem a crédito nem a débito.

Notem que em todos os casos, o fluxo de caixa da empresa, não teria sido alterado, pois um contrato de remessa de câmbio teria sido efetivado, o que ocasionaria o equilíbrio entre entradas e saídas no caixa da empresa. 

As operações de hedge são feitas por empresas que tem estrutura e gestão profissional.  Não estamos falando aqui de porte financeiro, mas sim de um modelo de negócios que foi pensado, desde o início, para operar de modo formal, sempre com a preocupação de reduzir ao máximo os riscos do negócio.

Micro Franquias

A ABF Associação Brasileira de Franquias conceitua como sendo micro franquia, aqueles negócios cujo investimento inicial não ultrapasse o valor de R$90.000,00. Esse tipo de investimento vem atraindo um grande número de empreendedores que buscam um modelo de negócio já formatado e pronto para operar. Um dos diferenciais é o tempo médio de retorno, que tende a ser menor do que o retorno dos modelos tradicionais de franquias. O segmento registrou em 2017, mais de R%163 bilhões, alcançando um crescimento de 8% frente ao ano anterior.

Eu sempre recomendo, para quem está estudando a possibilidade de fazer um investimento dessa natureza, a seguinte reflexão:

“ Estou investindo em um negócio ou estou comprando minha vaga no mercado de trabalho…”

A prudência deve ser redobrada. Existem muitas pegadinhas. Alguns contratos têm validade de apenas 5 anos. E podem simplesmente não ser renovados. Além disso, alguns podem trazer cláusulas de barreira e quarentena, proibindo que você continue no ramo, mesmo findo o contrato de franquia.

É de se perguntar, nestas condições, você estava trabalhando para quem…?

Outro ponto importante que observamos na maioria desses contratos de micro franquias, é que eles são negócios baseados em e-commerce. Desse modo, a atuação do franqueado será sempre de estar à frente da área comercial. Ou seja, ele deve gerar pedidos, vendas, produção, para alimentar uma central que, esta sim, irá executar o serviço, ou entregar o produto. Nesses termos, a principal habilidade que um candidato a esse tipo de negócio deve ter é a comercial.

Por fim, por questões de segurança e senso de pertencimento, julgo necessário e conveniente, que o franqueador esteja associado à ABF. A Associação Brasileira de Franquias é uma entidade sem fins lucrativos que representa e promove o desenvolvimento de todo o setor de franquias no Brasil a mais de 30 anos. 

Marketing Multi Nível

A alternativa do marketing multi nível vem em resposta ao desgaste que os negócios da economia tradicional vêm demostrando. Cada vez mais, percebemos que as pessoas estão se desestimulando a correr os riscos de se abrir um negócio tradicional. Carga tributária pesada, encargos trabalhistas, juros elevados, falta de incentivos, burocracia…. Tudo isso afasta os empreendedores da formalização dos seus negócios. Tenho percebido essa tendência e preocupação em muitos daqueles que procuram se informar, e definitivamente não agem apenas por impulso, na hora de planejar o sonho do negócio próprio.

Em outro quadrante, percebemos claramente que os postos de emprego estão desaparecendo e os que restarem serão disputados por pessoas extremamente qualificadas. O resultado é a diminuição dos salários pela oferta de pessoas dispostas a fazer o mesmo trabalho em troca de menores salários e condições de trabalho com qualidade reduzidas. A adoção de modelos de remuneração por produtividade, puxará os níveis salariais ainda mais para baixo, e tornarão as metas de produtividade cada vez mais altas.

Na outra ponta da equação, as empresas cada vez mais inseridas em um mercado de consumo de massa, precisam expor suas marcas e produtos ao consumidor, que está cada vez mais resistente à comunicação da propaganda e publicidade tradicional. Os consumidores não toleram mais anúncios e reter a atenção deles é cada vez mais difícil e caro.

Esse cenário de incerteza e mudança, valida a iniciativa das empresas que optaram pelo modelo de expansão baseado em marketing multi nível. Alguns valores, apesar de antigos, ainda são bastante eficazes na Nova Economia. O poder de uma indicação de produto feita por um amigo, o consumo consciente, a propaganda boca a boca, são os fundamentos básicos que garantem a expansão dos negócios baseados em marketing multi nível, e para melhorar, ainda são bastante fáceis de se transmitir e se replicar por sua rede de relacionamentos.

Reconhecemos que os modelos de negócios baseados em marketing multi nível, potencializam essa comunicação e tornam a divulgação exponencial, trazendo como consequência resultados elevados. Dessa forma, elas conseguem pagar os seus distribuidores por produtividade. A eliminação dos canais tradicionais de publicidade e propaganda, também contribuem para manter elevadas a remuneração final desses distribuidores, tornando o modelo de negócio sustentável e atraente para todos e extremamente alinhado com os fundamentos básicos da Nova Economia. É uma tendência que já está acontecendo e que pode sim, ser o caminho para um bom projeto de renda extra, o início de um negócio próprio e até mesmo a construção de riqueza.

Tudo isso parece ser muito promissor e realmente o é, mas existe outro lado do marketing multi nível que precisa ser desmistificado. Quanto mais pessoas estiverem trabalhando e montando suas equipes nesse mercado, mais este tema estará em evidência, contribuindo para que essas crenças falsas sejam reduzidas do imaginário das pessoas.

Uma dessas questões diz respeito à falsa relação, que boa parte das pessoas fazem, entre marketing multi nível e esquemas de pirâmides financeiras. Essa é uma relação que contribui muito com o preconceito e que só alimenta a falta de informação das pessoas. É verdade que muitos esquemas de pirâmide foram lançados no mercado disfarçados de marketing multi nível. Esses esquemas se aproveitam da ingenuidade e da falta de educação focada em empreendedorismo e desenvolvimento de negócios, que, aliás, é um traço da nossa sociedade.

O fato é que ninguém deveria investir em nada, sem antes questionar, pesquisar a idoneidade das pessoas envolvidas e principalmente, sem criticar o projeto e o modelo de negócios. Sobre modelo de negócios, uma dica importante é tentar perceber qual o foco que aquela empresa tem. Quando o foco é na divulgação e vendas dos produtos, é um excelente sinal. Mas, quando o foco é no cadastro de mais pessoas para a montagem da rede, eu começo a ficar preocupado. Este pode ser é um sinal de que a empresa está com dificuldade de vender seus produtos e precisa do investimento inicial das novos entrantes para girar o negócio. Ascenda um sinal amarelo e busque outros sinais. Procure saber se a empresa é filiada a alguma agencia de fiscalização do segmento de vendas diretas. Aqui no Brasil e principalmente em seu país de origem.

Grandes desafios esperam por aqueles que optarem por seguir o marketing multi nível. Existe muito trabalho a ser feito. Lista de prospectos, convites, reuniões, acompanhamento, fechamento, treinamentos, formação de liderança, eventos, enfim… são muitas as atividades para que uma rede seja formada e que possa estar apta a gerar resultados.

O ideal é que tudo isso seja feito de modo profissional e com algum grau de dedicação. O lado bom de tudo isso, é que o resultado não aparecerá para aqueles que não se esforçarem. É um sistema de meritocracia. Terão resultados aqueles que efetivamente arregaçarem as mangas e trabalharem na divulgação dos produtos e na construção e manutenção das redes.

Quer saber mais…? Clique aqui para entrar em contato.

  1. Rogério Nunes

    Grande Antonio Carlos!!
    Seu artigo sobre Renda Extra é praticamente um MBA sobre como o Sapiens viverá com a diminuição dos empregos. Muito oportuno porque será assim de agora em diante, menos empregos, mas ainda haverá muito trabalho por fazer.
    Acredito que os empregos diminuirão cada vez mais, um novo ciclo se iniciou com a evolução da comunicação (internet), logística e legislação. O mundo esta cada vez menor, qualquer um de nós, mesmo como pessoa física, consegue “buscar” algo em qualquer parte do mundo sem intermediários.
    Nem mesmo o idioma é barreira, os tradutores digitais evoluíram a ponto de podermos conversar com cidadãos dos locais mais remotos, por enquanto de forma assíncrona, mas em breve síncrona.
    Não conheço como você o funcionamento de cada uma das formas de renda extra, mas percebo que é viabilizada pelos pilares que citei: Comunicação, logística e legislação.
    A comunicação atual permite divulgação e interação com fornecedores e clientes sem ou com custos muito baixos. A evolução da logística, especialmente após a adoção dos contêineres permitiu o que cargas, independente de tamanho, saiam da origem e cheguem ao destino com baixos custos e prazo razoáveis.
    A transferência de recursos financeiros fecha o tripé, esta é um misto de legislação com tecnologia da informação.
    Esta operação durante muito tempo só era possível de ser realizada por empresas estruturada. O “tripé”permitiu que você ou eu, pudéssemos competir com as empresas.
    O que aconteceu foi que muitas empresas não são mais necessárias, ou tiveram suas operações muito resumidas. Veja o exemplo dos bancos. Quem precisa ir ao caixa? Quem precisa falar com um gerente? Em breve são existirão os banco do tipo do Nubank.
    O setor de mídia, onde trabalhei, também não existirá em breve, eu não assisto TV regularmente há vários anos. A Abril, Saraiva e Livraria Cultura são evidências desta transformação. Hoje podemos editar um livro, imprimindo um único exemplar utilizando sites na internet, se ainda desejarmos o conteúdo em papel. Sabemos que o nosso hobby de ler livros impressos esta no fim.
    Estou me alongando neste comentário, na verdade eu queria cumprimenta-lo pela amplitude e profundidade do artigo.
    Quis aproveitar para deixar registrado que o fim dos empregos vem para resgatar o nosso lado empreendedor. A humanidade perdeu um pouco desta competência após a revolução industrial a alta demanda por mão de obra. Agora que quase tudo operacional poderá se automatizado, restará em nós resgatar o relacionamento interpessoal, o “espírito do mascate”, que trouxe sustento durante a maior parte da nossa existência.

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